O nome AIMA tornou-se presença constante em grupos de imigrantes, fóruns e redes sociais. A maioria das publicações destaca atrasos, dificuldades de agendamento ou experiências negativas.
Mas será que essa visão representa toda a realidade?
Após uma década a acompanhar processos migratórios em Portugal, a minha perceção é diferente. Os desafios existem. Seria desonesto negar isso. Mas também é verdade que Portugal continua a oferecer um dos sistemas migratórios mais acessíveis da Europa.

Quando um processo corre normalmente, raramente o há a mesma partilha que quando existe um atraso, onde a situação tende a ser partilhada em grupos, fóruns e redes sociais.
Isto cria um fenómeno conhecido: a perceção pública passa a ser construída sobretudo a partir dos casos problemáticos.
No entanto, a realidade diária é mais ampla.
Milhares de pessoas continuam a obter vistos, autorizações de residência, reagrupamentos familiares e renovações todos os anos.
Não. Mas também não está parado.
A criação da AIMA e os investimentos em digitalização demonstram que existe uma tentativa real de modernização do sistema migratório português, que está fazer avanços, ao mesmo tempo em que um número imenso de imigrantes recém chegados em território luso não pára de crescer.
É um desafio, mas em uma análise ao longo da última década, é possível notar investimento e disposição para lidar com o dia a dia, através da modernização da estrutura e criação de novos sistemas dedicados a otimizar atendimentos e desafogar a demanda dos serviços.
Avenida da República, nº. 181, Escritório nº. 203, Edifício Atlântico, 4450-241, Matosinhos.
Google Maps